Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Livro de Visitas Contato Links
26/01/2026 19h15
Quando a noite aprende a falar em páginas

 

Para quem aprende a respirar quando a cidade se cala.
Para quem só se reconhece quando as luzes se apagam e o ruído humano adormece.

 

No dia 5 de fevereiro, a noite deixa de ser apenas cenário e se transforma em páginas.
Nasce um novo livro de poesia, escrito para os que caminham sob a lua como quem retorna para casa. Para os que entendem o cemitério não como fim, mas como território de escuta. Para aqueles que sabem que assombrações não são monstros, são memórias que se recusam a partir.

 

Cada poema foi gestado no silêncio das madrugadas, onde a luz não governa, apenas espreita à distância.
São versos que não pedem coragem, pedem entrega.
Não falam de medo, mas de intimidade.
Da beleza estranha que floresce quando se aceita a própria sombra.

 

Este livro não quer iluminar nada.
Ele quer acompanhar.
Como a lua acompanha os que nunca se encaixaram no dia.

 

Se você sente que a noite sempre falou mais alto dentro de você, talvez essas páginas também saibam dizer seu nome.

Em breve, tudo isso deixa de ser promessa.

 

🌙📖🕯️ Acompanhe os sinais, fragmentos e anúncios no Instagram: @lunabmorte

 

Algumas obras não chegam fazendo barulho.
Elas sussurram. E só quem pertence à noite escuta.

Publicado por Luna Bela Morte
em 26/01/2026 às 19h15
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
25/01/2026 19h00
Em breve... meu novo livro de poesia!

 

A noite anda inquieta aqui em casa. Não é o vento, não é o marulhar distante dos pensamentos que insistem em não dormir. É outra coisa. Algo que respira comigo. Algo que cresce. Talvez seja o meu novo livro de poesia, encostado na borda do mundo, afiando os dentes antes do salto. Ele ainda é segredo, mas já pulsa. Já quer morder.

 

Tenho escrito como quem atravessa um corredor sem luz, guiada apenas pelo instinto. Entre sombras espessas, silêncios longos e essa sensação perigosamente deliciosa de estar indo longe demais. Onde o bom senso costuma pedir recuo, eu avanço. Onde a razão pede calma, eu escuto o sussurro mais antigo. Cada verso nasce assim, meio oração, meio ameaça.

 

Em breve, esse livro deixa de ser só meu. Sai da gaveta, abandona o abrigo e se oferece ao toque alheio. Não é uma leitura dócil. Não vem pedir licença, não bate à porta. Ele entra. Se instala. Observa. E fica.

 

Se a curiosidade já começou a arranhar por dentro, se algo em você reconhece esse chamado estranho, pode me escrever. Sussurre no meu e-mail: contato@lunabelamorte.prosaeverso.net

 

Eu respondo. Às vezes no meio da madrugada, às vezes com poucas palavras. Nem sempre com calma. Mas sempre com verdade.

Publicado por Luna Bela Morte
em 25/01/2026 às 19h00
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
23/12/2025 09h44
Retiro nas Ilhas: silêncio, sal e palavras.

 

Vim me esconder onde o mundo fica mais honesto: na imensa dobra do mar que abraça Angra dos Reis. Aqui, entre ilhas que se espalham como segredos, minha rotina virou a respiração das ondas (lenta, inevitável, necessária). Angra é esse arquipélago de encanto bruto; dizem que são 365 ilhas, uma para cada dia que eu pretendo devorar com frases.

 

A maior delas, Ilha Grande, é quase um continente de verde e silêncio; mata atlântica intacta que desce até praias que guardam histórias e trilhas antigas. Andar por estas areias é ouvir o mundo em sua versão original: sem filtros, sem urgência de feeds.

 

O mar aqui não é apenas cenário: é arquivo. Águas translúcidas, enseadas protegidas e pontos de mergulho que guardam um zoológico azul; peixes, corais, e um silêncio submerso que, quando emerges, te dá a clareza de que é preciso escrever com coragem. As ilhas exigem barco, paciência e olhos abertos; as melhores passagens acontecem entre embarcações que cortam o arquipélago, parando em praias isoladas onde a alma pode finalmente se ouvir.

 

Vim para férias, sim; e para um isolamento que chamo de espiritualidade prática: dias em que substituo notificações por marés, compromissos por leituras longas e reuniões por longas caminhadas por trilhas que cheiram a serração e a história. Não é fuga; é afinação. É o tipo de solidão que prepara a carne para a escrita. Aqui, a cada tarde, apanho frases como quem colhe sal em pote: devagar, com respeito.

 

Também trabalho. Trabalho muito. Este retiro é o laboratório do meu novo livro: revisões, rasgos, experimentos em forma de parágrafo, noites em que o couro do texto lateja como ferida que precisa ser lapidada. Por isso ando meio ausente das redes; porque escrever um livro exige a imersão que o algoritmo não permite. Peço paciência e prometo voltar com algo que valha cada ausência. É uma surpresa grande; prefiro guardar o feitiço até que esteja pronto para arder nas mãos de vocês.

 

Se sentires saudade ou curiosidade, deixo as sombras da minha página aberta: lá posto recados esparsos e, quando for o tempo certo, a novidade saltará para fora como criatura que não mais quer se esconder. Para acompanhar sem pressa, o caminho é: aprendizdastrevas.com

 

Volto a caminhar agora. A maré chama e há uma frase enterrada na areia, esperando que eu a liberte.
— Luna Bela Morte

 

Publicado por Luna Bela Morte
em 23/12/2025 às 09h44
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
04/12/2025 13h31
O brilho rubro no espelho que não dorme

 

Escrevo com a sensação incômoda de que alguém respira atrás de mim. Não há ninguém, claro. Só o silêncio, meu velho cúmplice, e o perfume das lírios que insisto em manter ao lado da escrivaninha, mesmo sabendo que eles murcham rápido demais perto de mim. Talvez seja culpa da minha pele fria, talvez seja outra coisa. Não ouso perguntar ao espelho.

 

Hoje senti uma urgência estranha. Uma necessidade pulsando sob a pele, como se minhas próprias veias sussurrassem um alerta. Não era dor. Era um chamado.

 

Eu tinha acabado de fotografar algo para registrar meu humor da noite, e quando me aproximei daquele espelho redondo, as flores ao redor pareciam expelir um brilho rubro impossível, como se sangrassem luz. Minha cabeça repousou sobre os braços sem que eu percebesse quando ou porquê. Estava exausta. Estava inquieta. Estava sendo observada.

 

Ao erguer o rosto, vi meus olhos refletidos. Mas o reflexo não era meu.

 

A versão no espelho mantinha a mesma posição, o mesmo ângulo, o mesmo contorno de rosto... mas seus olhos não seguiam os meus movimentos. Eles aguardavam. Com uma paciência antiga demais para pertencer ao mundo dos vivos.

 

Eu pisquei. Ela não.


Eu respirei fundo. A criatura no vidro permaneceu imóvel, como uma pintura que se recusa a envelhecer.

 

O ar ficou pesado. A flor mais próxima do espelho perdeu suas pétalas em silêncio, como se não ousasse morrer fazendo barulho. A cada pétala caída, o brilho vermelho nos olhos do reflexo se intensificava.

 

Por um momento, senti que minha própria face começava a perder temperatura, como se o espelho estivesse sugando algo essencial. Toquei minha pele. Estava fria. Gelada. Como se tivesse sido moldada pela madrugada.

 

Foi então que ouvi a voz.

 

Não veio do quarto.

 

Veio de dentro do espelho.

 

Um sussurro suave, feminino, quase familiar:

“Eu sou a que escapa de você, Luna.”

 

A frase bateu no meu peito como uma unha arranhando o lado de dentro das costelas. Eu recuei, mas minhas mãos permaneceram apoiadas no vidro, presas a ele como se fosse carne viva. O reflexo sorriu. Não aquele sorriso humano, torto e breve. Mas algo longo, fino, rasgado demais para ser natural.

 

“Eu sou a parte que você enterrou.”

 

As luzes do quarto fraquejaram. O perfume dos lírios se transformou em um cheiro metálico, semelhante ao ar de uma igreja abandonada. A versão no espelho inclinou a cabeça, e dessa vez, senti minha nuca acompanhar involuntariamente. Como se um fio invisível puxasse meus ossos.

 

Eu quis gritar. Não consegui.

 

Os olhos dela brilharam. Como brasa sob pele.

 

E então tudo aconteceu de uma vez: uma das flores caídas queimou por dentro, iluminando a borda do espelho. A imagem me puxou. Não fisicamente... mas mental e visceralmente. Vi flashes daquilo que escondi de mim mesma: a solidão que me moldou, a escuridão que sempre acolhi quando o mundo se tornava raso demais, a fome silenciosa pelas histórias que ninguém ousa contar.

 

Vi versões de mim que caminharam por corredores que nunca pisei.

 

Vi-mesmo-escrevendo o nome Bela Morte em paredes de tempos que não reconheci.

 

E a voz repetia:

“Eu sou o que você é quando a luz dorme.”

 

Quando finalmente consegui quebrar o transe, afastei-me do espelho com violência. O impacto do corpo contra o chão doeu, mas trouxe de volta o domínio dos meus movimentos. As luzes se estabilizaram. As flores retomaram sua forma, impecáveis. Tudo parecia normal.

 

Exceto eu.

 

Me aproximei novamente, com a cautela de quem toca uma ferida. Olhei no espelho. Meu reflexo me encarava, agora obediente, silencioso, imóvel como deveria ser.

 

Mas meus olhos...


Eles ainda carregam a brasa vermelha. Tão sutil que ninguém notaria. Exceto quem vive na penumbra.

 

Eu sei que não estou sozinha aqui dentro de mim.

 

E hoje aprendi algo que nunca deveria ter descoberto:

O espelho não mostra quem eu sou.
Mostra quem eu vou me tornar.

 

Passei o resto da noite tentando ignorar os tremores ocasionais que insistiam em percorrer meus dedos. Não era medo. O medo eu conheço bem. Isso era outra coisa, algo mais íntimo, como se eu tivesse trazido um segundo pulso sob a pele. Uma vibração estranha, ancestral, que não devia me pertencer.

 

Quando o dia finalmente ameaçou nascer, meus olhos começaram a arder. Não pela luz, mas por algo que pulsava dentro de mim, como se o brilho rubro que vi no espelho estivesse prestes a irromper do meu corpo. Eu estava exausta demais para resistir.

 

Fechei os olhos.

 

E o mundo apagou.

 

Acordei horas depois, com o sol cortando pela fresta da cortina. Minha cabeça repousava onde sempre costumo adormecer quando chego ao limite: perto dos meus livros, com o cheiro de papel seco e tinta me recebendo como um consolo antigo.

 

Por um instante, tudo parecia normal. Cruelmente normal.

 

O espelho estava lá, limpo, inofensivo. As flores estavam intactas. Meu reflexo, ao que tudo indicava, continuava apenas… meu.

 

O coração, ainda acelerado, sussurrou aquela dúvida incômoda que ninguém gosta de admitir:

E se tudo isso tivesse sido um delírio?

 

Sentei-me, esfreguei os olhos e senti a mente clareando, como se estivesse expulsando a névoa de um sonho pesado demais para sustentar acordada. Aos poucos, a memória da noite anterior começou a se desmontar como tinta dissolvendo na chuva. As palavras que a criatura dissera. O sorriso impossível. O calor escarlate das flores. O reflexo que não seguia os meus movimentos…

 

Nada disso parecia sólido agora. Nada disso parecia real.

 

Fui até o espelho, toquei a superfície fria e comum. Um vidro qualquer, refletindo apenas uma mulher sombria demais para estar acordada tão cedo. Meus olhos continuavam da cor habitual. Meu pulso tinha apenas um ritmo.

 

E, por fim, compreendi:

Eu tinha sonhado.


Sonhado tudo.


Cada contorno, cada sussurro, cada ameaça vestida de sombra.

 

Um sonho que parecia tão vívido que quase arrastou minha alma para dentro dele. Um sonho tecido com fragmentos de medos antigos e encantos proibidos. Um sonho que poderia ser apenas fruto da minha mente saturada de noites insones, flores murchando e histórias demais para guardar dentro do peito.

 

Senti o corpo relaxar. Ri sozinha. Que tolice sublime. Que terror delicioso. A imaginação, às vezes, é mais poderosa do que qualquer entidade além do véu.

 

Mas então notei algo.

 

No canto da mesa, onde eu jurava não ter deixado nada, havia uma única pétala caída.


Branca, sim…
mas tingida nas bordas por um vermelho tão leve, tão impossível, tão familiar…

 

Parei. A respiração falhou.

 

Aproximei os dedos, toquei a pétala. Era real. Suave. Morna.

 

E atrás dela, na superfície impecável do espelho, havia uma marca quase imperceptível, como um sopro que alguém tivesse deixado ali. Uma névoa fina, circular, que lembrava a forma exata da minha mão pousada na noite anterior.

 

Senti o gelo escorrer pela espinha. Não era terror. Era a verdade se erguendo devagar.

 

E aqui escrevo o que jamais direi em público, apenas neste diário que guarda minhas confissões mais íntimas:

Se foi um sonho, por que o espelho ainda me observa quando penso que não estou olhando?

 

Talvez eu tenha sonhado a criatura.


Talvez.

 

Mas a criatura, eu temo, não sonhou comigo. Ela estava muito desperta.

 

E continua.

Publicado por Luna Bela Morte
em 04/12/2025 às 13h31
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
03/12/2025 15h10
Sobre a Autora

 

Hoje, escrevo não para o mundo, mas para esta página que me observa em silêncio, como um espelho feito de tinta e abismo. Preciso registrar algo que raramente ofereço a quem caminha pela superfície: uma fresta daquilo que sou. Não a máscara, não a figura que vagueia pelos corredores da noite, mas a autora que pulsa por trás do nome Luna Bela Morte.

 

Meu nome verdadeiro é Luna Alfonso Bellamont, herança inquieta de uma linhagem partida entre a névoa francesa de minha mãe e o fogo espanhol de meu pai. Quando cheguei ao mundo, deixamos a França como quem abandona um casulo, e fomos respirar os ventos antigos de Portugal. Ali cresci, moldada por ruas de pedra, bibliotecas silenciosas e pequenos jornais que receberam minhas primeiras palavras como se fossem confissões.

 

Em 2023, o destino me puxou pelas sombras até o Brasil. Vim apenas visitar o Rio de Janeiro e as ilhas que dormem ao redor de Angra dos Reis, mas acabei enfeitiçada por essa terra de mares inquietos e luas inquietantes. Fiquei.

 

E, no processo, deixei que meu sotaque português se dissolvesse devagar, como um perfume esquecido no ar.

 

Para que minha arte carregasse a marca exata da minha essência, criei um nome capaz de traduzir aquilo que pulsa por baixo da pele. Troquei o “Alfonso” por Bela, e o “Bellamont” por Bela Morte, lapidando meu próprio nome até ele sangrar poesia.

 

Assim me tornei quem sempre fui.

 

Nasci sob o signo de Aquário, condenada desde o primeiro sopro a habitar mais o reino das ideias do que o chão desgastado do real. Nunca aprendi a caber nas molduras alheias. Cresci com um pé na carne e o outro enterrado na fantasia, e talvez por isso o mundo sempre tenha me parecido estreito, como uma roupa que a alma recusa vestir. Prefiro os cemitérios, onde o ar é mais honesto. Neles, as histórias não mentem, e os mortos carregam uma serenidade que os vivos jamais dominarão.

 

Meu alimento sempre foi feito de trevas delicadas: capirotagens, sombras antigas, e tudo aquilo que a luz tenta fingir que não existe. Não sei ao certo quando me tornei essa criatura que transforma sentimentos em açoite e ternura em veneno, mas suspeito que foi por volta de 1990, quando abri os olhos para um planeta que já nascia com gosto de melancolia.

 

Provei do amor, aquele que dilacera com a precisão de uma lâmina ritualística. Provei também do ódio, que corrói como ferrugem devorando ossos. Carrego cada cicatriz como quem coleciona amuletos. Nada nelas é perda: tudo é matéria para o eterno renascimento.

 

O cinema de horror pulsa em minhas veias como sangue ancestral. Minha trilha sonora é feita de guitarras fúnebres e vozes espectrais: Gothic Rock, Gothic Metal, Doom, Black, Dark Ethereal, Dark Electro. São hinos para manter acesa a chama noturna que me acompanha desde sempre. Vivo entre páginas. Leio como quem respira. Escrevo como quem exorciza demônios. E, quase sempre, deixo que as palavras me devorem primeiro, para só então devolvê-las ao mundo.

 

O Rio de Janeiro me cerca com seu caos, mas minha essência é outra: sou filha do silêncio e da lua cheia. Uma solitária caminhante entre mundos, sempre à procura do ponto onde a sombra floresce. Colecionei títulos terrenos em Marketing e Jornalismo, mas minha verdadeira educação veio das madrugadas, quando o papel branco brilha como um altar e o resto do mundo dorme, ignorando os sussurros da escuridão.

 

Hoje enxergo meu trabalho como uma passagem. Uma ponte. Um portal onde ofereço, a quem ousar atravessar, a estranha beleza escondida no lado oculto das coisas. Sou poetiza, e a forma que mais me seduz é o soneto: preciso, ritualístico, como um feitiço. Nele, encontro ordem no caos. Nele, dou forma ao que, de outro modo, se perderia na noite.

 

Carrego duas obras (meus primeiros livros publicados) como quem guarda relíquias manchadas de memória:

O Aprendiz das Trevas, o e-book que desvela a origem de Castor, seu luto, sua fome de redenção, e o encontro com o nome proibido: Cael. Ali nasceu a linha invisível que costura tragédias e destinos.

E O Beijo e a Maldição, meu primeiro livro físico, onde Cael e Isolda dançam entre amor e perdição, e Castor mergulha ainda mais fundo na condenação que o perseguirá por toda eternidade. Uma narrativa gótica tecida com lua sangrenta, rituais proibidos e o peso das escolhas que queimam.

 

Se alguém me perguntar por que escrevo, direi apenas isto: porque a sombra floresce onde alguém decide olhar para ela sem medo. Porque o mundo é vasto demais para caber apenas na luz. Porque cada história é uma ferida que escolhi transformar em beleza.

 

E porque, no fim, este diário sabe o que poucos sabem: eu não escrevo para ser compreendida. Escrevo para existir.

Publicado por Luna Bela Morte
em 03/12/2025 às 15h10
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Página 9 de 13
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 »