Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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À meia-noite, cubro o velho espelho,

E a vela faz meu vulto dizer meu nome;

No vidro morto, um brilho vermelho

Respira a culpa que por dentro consome.

Minha sombra não pede meu conselho,

Rasteja pela parede, feita de fome;

Beija meus pés, me dobra o joelho,

E escreve na cal aquilo que não some.

Ela conhece o quarto do segredo,

Onde enterrei desejo, culpa e medo,

E chama pelo nome o meu algoz.

Rasguei o diário; ela entrou na pele,

Sussurrou: “Nenhuma luz te revele.”

Eu era a máscara. Ela, a voz.


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Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia:

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Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 01/10/2026
Alterado em 01/10/2026
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