
À meia-noite, cubro o velho espelho,
E a vela faz meu vulto dizer meu nome;
No vidro morto, um brilho vermelho
Respira a culpa que por dentro consome.
Minha sombra não pede meu conselho,
Rasteja pela parede, feita de fome;
Beija meus pés, me dobra o joelho,
E escreve na cal aquilo que não some.
Ela conhece o quarto do segredo,
Onde enterrei desejo, culpa e medo,
E chama pelo nome o meu algoz.
Rasguei o diário; ela entrou na pele,
Sussurrou: “Nenhuma luz te revele.”
Eu era a máscara. Ela, a voz.
Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.
Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia: