Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Minha sombra sabe meu verdadeiro nome
Data: 01/10/2026
Créditos:
Um soneto para quem descobriu que a parte mais temida de si mesma talvez fosse a única que jamais esqueceu seu verdadeiro nome.

Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

À meia-noite, cubro o velho espelho,

E a vela faz meu vulto dizer meu nome;

No vidro morto, um brilho vermelho

Respira a culpa que por dentro consome.

Minha sombra não pede meu conselho,

Rasteja pela parede, feita de fome;

Beija meus pés, me dobra o joelho,

E escreve na cal aquilo que não some.

Ela conhece o quarto do segredo,

Onde enterrei desejo, culpa e medo,

E chama pelo nome o meu algoz.

Rasguei o diário; ela entrou na pele,

Sussurrou: “Nenhuma luz te revele.”

Eu era a máscara. Ela, a voz.


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aprendizdastrevas.com/sonetos

Enviado por Luna Bela Morte em 01/10/2026
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