Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Vestiram-me de santa e de ferida,

Meu silêncio morreu sobre o altar;

Mas toda fé que em mim foi proibida

Criou dentes que aprenderam a uivar.

Beijei a culpa, já apodrecida,

E vi meus pés descalços levitar;

A igreja em minha carne foi erguida,

Só para a minha fome a profanar.

Ardiam os incensos lentamente,

E o céu me quis de joelhos, penitente;

Chamando de clemência a submissão.

Fiz da heresia a minha armadura,

Da santidade, a última fissura;

Só fui santa enquanto houve prisão.


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Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia:

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Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 26/09/2026
Alterado em 26/09/2026
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