Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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À meia-noite, encarei a moldura,

O vidro me julgava em sua sentença;

Meu rosto era uma antiga costura

De culpas, de beleza e de descrença.

Toquei o vidro: sangrou a fissura,

Chamando a perfeição de velha doença;

Cada estilhaço abriu outra figura,

E todas me exigiram a presença.

Eu ri, e esmaguei cada pedaço,

Até meu sangue ungir todo o espaço,

Mas vi meu rosto intacto na ferida.

Sem vidro, a voz voltou mais funda e fria:

“Seja quem querem”, dentro de mim dizia.

O espelho morreu. Eu fiquei refletida.


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Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia:

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Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 25/09/2026
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