Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Ó Rei sem Nome, escuta o meu sinal,

meu sangue acende um alfabeto no céu.

No centro ardente do círculo ritual;

Na lua cheia, eu dobro o próprio véu.

Em veste sepulcral, vem, sombra antiga.

Rasga sem perdão meus inocentes retratos

e o medo que se apossa dessa tua amiga.

Venha, sem misericórdia em teus atos.

Ergo-me em treva, e pelo abismo coberta;

Minha voz se quebra; outra voz desperta,

e a carne se ajoelha em lenta possessão.

Sou a deusa que a própria noite abraça,

envolta por tua negra e noturna fumaça,

meu olhar faz sangrar toda a amplidão!

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 22/06/2026
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