
Ó Rei sem Nome, escuta o meu sinal,
meu sangue acende um alfabeto no céu.
No centro ardente do círculo ritual;
Na lua cheia, eu dobro o próprio véu.
Em veste sepulcral, vem, sombra antiga.
Rasga sem perdão meus inocentes retratos
e o medo que se apossa dessa tua amiga.
Venha, sem misericórdia em teus atos.
Ergo-me em treva, e pelo abismo coberta;
Minha voz se quebra; outra voz desperta,
e a carne se ajoelha em lenta possessão.
Sou a deusa que a própria noite abraça,
envolta por tua negra e noturna fumaça,
meu olhar faz sangrar toda a amplidão!