
Lá dentro, cada riso era uma vinda
daquilo que se chama eternidade;
Onde a carne fingia estar viva ainda.
Havia um salão oculto sob a cidade.
Vi bocas devorando a própria vida,
chamando de prazer a própria ausência;
Essência vil, sem alma, suja, sofrida.
Mas não a paz... e sim malevolência.
— Observa — disse o lobo — o que te espera
Se recusas a dor que te revela;
Serás só mais um vulto nessa era.
Então senti em mim abrir-se a cela,
e um uivo, mais feroz do que eu quisera,
fez da minha própria sombra uma sequela.