Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Lá dentro, cada riso era uma vinda
daquilo que se chama eternidade;
Onde a carne fingia estar viva ainda.
Havia um salão oculto sob a cidade.

Vi bocas devorando a própria vida,
chamando de prazer a própria ausência;
Essência vil, sem alma, suja, sofrida.
Mas não a paz... e sim malevolência.

— Observa — disse o lobo — o que te espera
Se recusas a dor que te revela;
Serás só mais um vulto nessa era.


Então senti em mim abrir-se a cela,
e um uivo, mais feroz do que eu quisera,
fez da minha própria sombra uma sequela.

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 02/05/2026
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