Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Banquete dos que ainda respiram
Data: 02/05/2026
Créditos:
Autoria e Voz: Luna Bela Morte.

Gostou? É o que eu pergunto a você quando ainda não percebeu o que acabou de te atravessar. Isso aqui não é conteúdo bonitinho, é convite pra caminhar entre túmulos com a própria cabeça cheia de ecos. 🖤🌹

Se alguns versos já te puxaram pra dentro, imagina um livro inteiro sussurrando no escuro.
“Poesia para ser lida no cemitério” não pede atenção… ele exige.

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Lá dentro, cada riso era uma vinda
daquilo que se chama eternidade;
Onde a carne fingia estar viva ainda.
Havia um salão oculto sob a cidade.

Vi bocas devorando a própria vida,
chamando de prazer a própria ausência;
Essência vil, sem alma, suja, sofrida.
Mas não a paz... e sim malevolência.

— Observa — disse o lobo — o que te espera
Se recusas a dor que te revela;
Serás só mais um vulto nessa era.


Então senti em mim abrir-se a cela,
e um uivo, mais feroz do que eu quisera,
fez da minha própria sombra uma sequela.

Enviado por Luna Bela Morte em 02/05/2026
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