Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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O lobo em mim respira e se refaz,

num pulso que me fere e me balança.

Rasgando o que restou da antiga face;

Já não caminho... é algo em mim que avança!

Há vozes onde o mundo se disfarça;

Há olhos onde a dor já não descansa.

Ah... e a lucidez? Que se desfaça!

E a carne ceda ao rito da mudança.

- Não lute - sussurrou - contra o que és,

Aceita o que te ergue pelos pés,

pois toda negação apodrece a alma.

E eu vi, no espelho torto da existência,

Habitando em mim com lúcida insistência,

O monstro que, na fúria, me traz calma.

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 28/04/2026
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