Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Em cada passo, um mundo era desfeito;

em cada sombra, um nome me mordia.

E o lobo abriu caminhos no meu peito.

A noite me vestiu com sua fome fria.

Segui sem fé, mas firme no conceito

de que a verdade em dor se esculpiria.

Curvando-se ao que em mim já era eleito.

A rua, antes concreta, apodrecia.

— Rasga — ordenou — o véu que te sustenta!

E em mim a lucidez se fez violenta.

Pois só que sangra enxerga sem alucinação.

Toquei meu rosto e já não era o mesmo.

Havia um outro em mim, que se alimenta

do abismo que me chama da escuridão.

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 27/04/2026
Alterado em 27/04/2026
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