Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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O Batismo da Carne Sagrada
Data: 27/04/2026
Créditos:
Autoria e Voz: Luna Bela Morte.

Gostou? Tem mais no meu livro: "Poesia para ser lida no cemitério".

OBS.: Este post faz parte do meu novo projeto: "Uivos ao Luar". Em construção.
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Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Em cada passo, um mundo era desfeito;

em cada sombra, um nome me mordia.

E o lobo abriu caminhos no meu peito.

A noite me vestiu com sua fome fria.

Segui sem fé, mas firme no conceito

de que a verdade em dor se esculpiria.

Curvando-se ao que em mim já era eleito.

A rua, antes concreta, apodrecia.

— Rasga — ordenou — o véu que te sustenta!

E em mim a lucidez se fez violenta.

Pois só que sangra enxerga sem alucinação.

Toquei meu rosto e já não era o mesmo.

Havia um outro em mim, que se alimenta

do abismo que me chama da escuridão.

Enviado por Luna Bela Morte em 27/04/2026
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