Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Livro de Visitas Contato Links

1806285.jpg

Meu corpo, escrito em lei indecente,

virou domínio alheio que se impõe e fere.

Marcaram mapa em carne ainda quente;

Chamaram posse o toque sobre a pele.

Como fronteira frágil que se perde,

a vontade é rasgada lentamente.

Olhares medem, pesam, querem dele

um território dócil, obediente.

Não sou terreno em guerra silenciosa,

nem terra prometida e dolorosa

onde o desejo alheio faz nação.

Mas fui, por anos, campo disputado,

onde o amor vestia-se de estado

e a posse se fingia de afeição.

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 20/04/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Áudios Relacionados:
O Corpo como Propriedade - Luna Bela Morte
Comentários