Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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O Corpo como Propriedade
Data: 20/04/2026
Créditos:
Soneto: "O Corpo como Propriedade".
Autoria e Voz: Luna Bela Morte.

Observação: Todos esses poemas que estou publicando com ilustrações em branco e vermelho, fazem parte do meu novo livro: "Retrato Falado". Um projeto pessoal ainda sem data de publicação. Continuem me acompanhando para saber mais.

Enquanto isso - Meu livro mais recente: "Poesia para ser lida no cemitério", continua disponível para todo o Brasil.
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Meu corpo, escrito em lei indecente,

virou domínio alheio que se impõe e fere.

Marcaram mapa em carne ainda quente;

Chamaram posse o toque sobre a pele.

Como fronteira frágil que se perde,

a vontade é rasgada lentamente.

Olhares medem, pesam, querem dele

um território dócil, obediente.

Não sou terreno em guerra silenciosa,

nem terra prometida e dolorosa

onde o desejo alheio faz nação.

Mas fui, por anos, campo disputado,

onde o amor vestia-se de estado

e a posse se fingia de afeição.

Enviado por Luna Bela Morte em 20/04/2026
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