
Carimbos frios, prazos em atraso,
enquanto a dor cumpria sua perícia.
E o eco respondeu com papel gasto;
Bati nas portas frias da justiça.
E o medo, em mim, crescia passo a passo,
como sentença viva sem justiça.
O tempo exato do meu corpo em laço;
A lei, tão cega, mede com preguiça.
Então minhas mãos tornaram-se defesa,
na lâmina encontrei minha certeza
entre o delito e a sobrevivência.
Se o mundo tarda em ver o que me mata,
não há virtude em morrer de forma grata:
há culpa em viver… ou resistência.