Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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A Justiça Tardia
Data: 16/04/2026
Créditos:
Soneto: "A Justiça Tardia".
Autoria e Voz: Luna Bela Morte.

Observação: Todos esses poemas que estou publicando com ilustrações em branco e vermelho, fazem parte do meu novo livro: "Retrato Falado". Um projeto pessoal ainda sem data de publicação. Continuem me acompanhando para saber mais.

Enquanto isso - Meu livro mais recente: "Poesia para ser lida no cemitério", continua disponível para todo o Brasil.
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Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Carimbos frios, prazos em atraso,
enquanto a dor cumpria sua perícia.
E o eco respondeu com papel gasto;
Bati nas portas frias da justiça.

E o medo, em mim, crescia passo a passo,
como sentença viva sem justiça.
O tempo exato do meu corpo em laço;
A lei, tão cega, mede com preguiça.

Então minhas mãos tornaram-se defesa,
na lâmina encontrei minha certeza
entre o delito e a sobrevivência.

Se o mundo tarda em ver o que me mata,
não há virtude em morrer de forma grata:
há culpa em viver… ou resistência.

Enviado por Luna Bela Morte em 16/04/2026
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