Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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No gráfico frio, a morte tem volume

e a dor cabe inteira no inventário.

Agora é número o que era um nome;

Somaram meu silêncio a um relatório,

A vida vira dado que se consome

no cálculo limpo de um calendário;

Um quarto escuro onde o grito some;

Cada cifra é um rosto em purgatório!

Chamam de caso, nunca de memória,

arquivam sangue em pasta provisória

e seguem como se fosse normal.

Mas no retrato falado ausente,

há uma mulher que morre novamente

toda vez que a reduzem a um total.

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 03/04/2026
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