
No gráfico frio, a morte tem volume
e a dor cabe inteira no inventário.
Agora é número o que era um nome;
Somaram meu silêncio a um relatório,
A vida vira dado que se consome
no cálculo limpo de um calendário;
Um quarto escuro onde o grito some;
Cada cifra é um rosto em purgatório!
Chamam de caso, nunca de memória,
arquivam sangue em pasta provisória
e seguem como se fosse normal.
Mas no retrato falado ausente,
há uma mulher que morre novamente
toda vez que a reduzem a um total.