Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Sexta-feira treze. A lua observa,

A cidade cochicha o nome proibido

que nos muros da noite ainda se conserva.

Pendendo como lâmina em céu ferido.

Dizem: assassina. Só falam do ruído

de tiros rompendo a paz do seu lar.

Mas ninguém descreve o cárcere antigo,

nem o punho que a fez se ajoelhar.

Quando o estampido fez o monstro calar,

foi a morte ensinando-a a não mais sangrar.

não foi sede de sangue ou castigo.

E na sexta-feira treze, enfim sozinha,

Ela não foge. Apenas caminha.

Traços frios de um rosto perseguido.

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 13/02/2026
Alterado em 26/04/2026
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