
Sexta-feira treze. A lua observa,
A cidade cochicha o nome proibido
que nos muros da noite ainda se conserva.
Pendendo como lâmina em céu ferido.
Dizem: assassina. Só falam do ruído
de tiros rompendo a paz do seu lar.
Mas ninguém descreve o cárcere antigo,
nem o punho que a fez se ajoelhar.
Quando o estampido fez o monstro calar,
foi a morte ensinando-a a não mais sangrar.
não foi sede de sangue ou castigo.
E na sexta-feira treze, enfim sozinha,
Ela não foge. Apenas caminha.
Traços frios de um rosto perseguido.