
No circo infernal, sob a tenda em ruína,
um riso ecoou, rasgando o luar;
palhaço espectral, de face divina,
finge alegria, mas quer devorar.
O sangue reflete em sua cortina,
os gritos dançam no ar a pairar;
cada aplauso é dor que se destina
ao palco onde a alma vai sangrar.
Seus olhos, espelhos do além, reluzem,
convocam mortos a se divertir;
no picadeiro, o mal torna-se prece.
Caio nos abismos que em fogo seduzem,
Como uma boneca pálida a sucumbir,
no riso que mata... e jamais esquece.

Venham, almas curiosas...
As portas do meu domínio estão entreabertas, e a névoa já conhece o caminho.
Entrem em minha página; lá onde as histórias sussurram, o medo respira e a escuridão é bela.
Assinem com sangue o convite da noite.