Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Sob a lua; cálice e testemunha,

Ergo o punhal do meu próprio destino;

Doce é o néctar do voo vespertino,

Quando a treva em meu pulso se aninha.

 

Chamam-me os filhos da sombra alada,

Riem do céu, zombam do divino,

Cantam o luto em coro felino,

E em meu sangue fazem eterna morada.

 

Asas sagradas, véus do interdito,

Venham beber da alma que vos chama,

Sangue é poema, e o corpo, o rito.

 

Queime a cruz, dissolva-se a chama;

Pois no breu, onde a carne é um mito,

Sou vossa serva… e eterna dama.

 


 

Da mesma autora:

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Ano: 2025

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Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 04/10/2025
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