
Sob a lua; cálice e testemunha,
Ergo o punhal do meu próprio destino;
Doce é o néctar do voo vespertino,
Quando a treva em meu pulso se aninha.
Chamam-me os filhos da sombra alada,
Riem do céu, zombam do divino,
Cantam o luto em coro felino,
E em meu sangue fazem eterna morada.
Asas sagradas, véus do interdito,
Venham beber da alma que vos chama,
Sangue é poema, e o corpo, o rito.
Queime a cruz, dissolva-se a chama;
Pois no breu, onde a carne é um mito,
Sou vossa serva… e eterna dama.
Da mesma autora:

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Ano: 2025
Tamanho: 916 KB
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