Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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No peito trago um coração que sangra,

ferido em gritos, mas sem voz alguma,

um caos oculto em sombras se desmanda,

silêncio é brasa que em mim se consuma.

 

As dores dançam, torturando a alma,

correntes frias me arrastam no chão,

e quem me olha, crendo ver-me calma,

não sabe a fúria que ecoa em prisão.

 

Perguntam: “Por que o teu olhar tão quieto,

se o mundo ao redor é pleno em ruído?”

E eu, com a dor que me serve de teto,

 

respondo em sussurro, sombrio, contido:

— Meu silêncio é grito em abismo secreto,

onde cada tormento jaz escondido.

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 13/09/2025
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