Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Enterrei a menina ajoelhada,

Que aprendeu a sorrir obediente;

Deixei-lhe a voz na boca costurada,

Um lírio sobre o peito ainda quente.

Depois, a amante, cega e perfumada,

Que fez do próprio medo um confidente;

Fechei-lhe os olhos, já desfigurada,

E ouvi seu pranto respirar ausente.

Quando a última pá cobriu o escuro,

Vi meu reflexo apodrecer no muro,

E a terra fria entregou-me a prova.

Restou de pé a mulher proibida,

Feita das mortes que lhe deram vida:

Eu fui o corpo. Eu fui também a cova.


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Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia:

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Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 28/09/2026
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