Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Na pedra fria o amor em chama arde,
Dois vultos se entrelaçam na neblina,
No túmulo, o desejo se reparte,
E a carne exulta em febre clandestina.

Os lábios roçam cruzes ancestrais,
E o vinho escorre em beijos proibidos,
Na noite escura os gemidos mortais
Misturam-se a suspiros contidos.

Os anjos choram mármore e pecado,
Enquanto as mãos se buscam, delirantes,
No cemitério o corpo é celebrado.

E quando a lua espia, vigilante,
O gozo ergue-se em verso consagrado:
Prazer eterno em amantes errantes.

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 14/05/2026
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