Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Em cada rosto havia uma pergunta
que apodrecia viva em minha mente.
Com dedos frios feitos de penumbra,
as crianças me cercaram lentamente.

Então uma das sombras me circunda
e abre a própria boca… inutilmente.
Como quem já conhece a noite funda,
o lobo observava, impassivelmente.

Não havia língua. Apenas larvas.
E ainda assim, ouvi suas palavras
saindo febris de suas bocas tortas.

— Nós também seguimos esse guia…
Disseram, enquanto a carne se movia,
como lama feita de almas mortas.

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 10/05/2026
Alterado em 10/05/2026
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