Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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O lobo me guiou até uma casa antiga,
sem cruz, sem luz, sem nome na fachada;
A madeira respirava apodrecida,
como uma carne há séculos fechada.

Empurrei a porta. A treva era viva.
Havia uma criança imóvel na escada,
com olhos fundos e a garganta partida,
sorrindo como quem foi assassinada.

— Não olhes muito tempo — o lobo avisou —
E meu nome, em sua voz, se deformou.
Era tarde demais: ela ergueu a cabeça.

Então a vi rastejar sem mover os pés,
e atrás dela havia outras. Talvez dez,
em trevas, me engolindo em lenta pressa…

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 08/05/2026
Alterado em 08/05/2026
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