Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Livro de Visitas Contato Links

1809882.jpg

Encontrei um espelho onde a luz morria,
enterrado no fundo de uma igreja em ruína;
Ali, minha imagem não me pertencia;
Era outra coisa, mais funda, mais ferina.

A pele se movia como carne tardia,
e um rosto por baixo pulsava, em disciplina;
Cada traço negava o que me traduzia,
como estranha mentira que se assassina.

— Olha sem recuar — ordenou o guia —
Senti meus olhos sangrarem na liturgia.
E o vidro se abriu como boca divina.

Então o reflexo sorriu… não fui eu.
E sussurrou: “eu sou o que em ti nasceu.”
E em seu gesto havia uma fome assassina!

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 06/05/2026
Alterado em 06/05/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Áudios Relacionados:
Comentários