Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Nos becos, a verdade é uma neblina

que esconde cadáveres e fracassos.

Como um corpo exausto implorando ruína,

a cidade abre seus ossos sob meus passos.

Um monstro que mente e nos assassina

lentamente, em pactos sempre escassos.

Em cada olhar carrega uma sina:

Rostos sorrindo em gestos nefastos.

— Eis o mundo — rosnou — que te criaram:

Os vivos, de tão mortos, se tornaram

um teatro onde a dor veste elegãncia.

Toquei uma face (era fria ausência).

Soaram como o início da consciência,

E os gritos... feridas em ressonância.

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 30/04/2026
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