Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Eu sou da noite, e nela me alimento,

meu véu de trevas cobre o mundo em cio;

trago nos lábios o rubro do tormento,

na pele, o frio do túmulo vazio.

Sou sombra e rastro em passo tão silente,

sou febre escura em dança devorante;

um sopro etéreo, um toque incandescente,

um beijo eterno, abismo delirante.

A lua é minha irmã, fiel amante,

no sangue encontro o vinho que me guia;

na carne frágil, o prazer constante.

E quando a aurora ousar nascer ao fim,

verás que a noite é só melancolia,

e que ela habita para sempre em mim.

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 28/04/2026
Alterado em 28/04/2026
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