Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Nas paredes finas lateja o segredo,

um grito rompe a noite como aço;

A dor respira em ritmo de degredo.

No quarto escuro, o punho faz seu laço.

A casa inteira conhece o enredo,

cada janela escuta o mesmo passo;

Veste a omissão como um enredo.

Fecha os olhos, temendo o próprio espaço.

Testemunhas do horror domesticado,

ouvem o pranto mudo e prolongado

como se fosse vento no portão.

Assim o mal se torna cotidiano:

o terror dorme ao lado, soberano,

e o silêncio assina a absolvição.

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 13/03/2026
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