
Sussurra o pó de um lar apodrecido;
no quarto antigo onde o horror persiste.
Ali ele caminha, pálido e banido;
uma alma do outro mundo que ainda existe.
Sr. Torturador, espectro ferido;
Foi dono do meu pranto triste,
mas hoje o chamo, em riso contido:
"Meu fantasma, venha dançar comigo!”
Giro sozinha sobre o chão marcado,
ele é só eco do que foi pecado,
sombra sem carne, fúria sem poder.
Se tenta erguer seu domínio antigo,
respondo ao breu que dança comigo:
“Eu não tenho medo!”... e torno a viver.