Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Na praça fria cola-se o meu rosto,
carvão e culpa em traços de carvão.
Chamam meu nome em coro de acusação,
como se o medo tivesse um gosto.

Dizem que a noite ouviu meu desgosto,
que a faca respondeu à opressão.
Vizinhos guardam gritos na mão,
juram ter visto o fim do que era imposto.

Perseguem Luna pelas ruas tortas,
cada janela vira um olho atento.
O passado bate em portas já mortas.

No papel, meu retrato é tormento,
mas a verdade sangra em linhas tortas:
fui caça antes de virar evento.

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 09/02/2026
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