Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Meu corpo boia em silêncio sepulcral,
a lua desfila em prata pela piscina,
toca a superfície como um véu fatal;
Rainha exausta de uma noite assassina.

 

Cada gole arde num prazer letal,
no vidro rubro a escuridão se afina,
vinho que pulsa com fervor infernal;
Um pacto antigo que jamais termina.

 

Reflete a água meu semblante imerso,
um vulto pálido, um rito submerso
que a própria noite insiste em reclamar.

 

E quando o vento, ciumento, me vigia,
erguo a taça à lua e à melancolia,
brindando à Sombra que me ensinou a amar.

 


 

 

Venham, almas curiosas...
As portas do meu domínio estão entreabertas, e a névoa já conhece o caminho.
Entrem em minha página; lá onde as histórias sussurram, o medo respira e a escuridão é bela.
Assinem com sangue o convite da noite.

aprendizdastrevas.com

 

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 03/12/2025
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