Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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No trono escuro do bar de luz profana,

sento-me altiva, viúva da própria aurora;

Treme o lustre, a noite inteira emana

um ar de veludo fúnebre que me devora.

 

Ele me fita, feral, belo e decadente,

whisky em punho, febre antiga no olhar;

há fogo oculto pulsando em sua corrente,

um rito oculto pronto para me chamar.

 

O ar sussurra pactos em tom escarlate,

sinto que fui capturada nesse embate,

as taças brilham como lâminas do além.

 

E quando o vejo sorrir, fatal e lento,

sinto-me caindo no abismo de seu intento,

um voraz desejo que só a perdição contém.

 


 

Venham, almas curiosas...
As portas do meu domínio estão entreabertas, e a névoa já conhece o caminho.
Entrem em minha página; lá onde as histórias sussurram, o medo respira e a escuridão é bela.
Assinem com sangue o convite da noite.

aprendizdastrevas.com

 

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 02/12/2025
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