
No trono escuro do bar de luz profana,
sento-me altiva, viúva da própria aurora;
Treme o lustre, a noite inteira emana
um ar de veludo fúnebre que me devora.
Ele me fita, feral, belo e decadente,
whisky em punho, febre antiga no olhar;
há fogo oculto pulsando em sua corrente,
um rito oculto pronto para me chamar.
O ar sussurra pactos em tom escarlate,
sinto que fui capturada nesse embate,
as taças brilham como lâminas do além.
E quando o vejo sorrir, fatal e lento,
sinto-me caindo no abismo de seu intento,
um voraz desejo que só a perdição contém.

Venham, almas curiosas...
As portas do meu domínio estão entreabertas, e a névoa já conhece o caminho.
Entrem em minha página; lá onde as histórias sussurram, o medo respira e a escuridão é bela.
Assinem com sangue o convite da noite.