
No ventre antigo onde o caos repousa,
ergue-se Nix em névoa venenosa;
seu manto arrasta a luz moribunda e ousa
calar o mundo em treva silenciosa.
Seduz o espírito qual lâmina que invade
o pulso em rito de ternura atroz;
seu beijo é sombra em lúgubre vontade,
seu toque um fado e o destino, sua voz.
Mãe do sono, da morte e do arrepio,
conduz meus passos para o vale frio,
onde a névoa canta à lua sua tristeza.
Aceito o pacto em teu olhar de escuridão:
que tua magia, em rito antigo e mutação,
me faça amante da tua noturna beleza.

Venham, almas curiosas...
As portas do meu domínio estão entreabertas, e a névoa já conhece o caminho.
Entrem em minha página; lá onde as histórias sussurram, o medo respira e a escuridão é bela.
Assinem com sangue o convite da noite.