
Em noite vermelha, meu pulso acende,
Sigo por um rastro em névoa e brio;
o vento me cerca, sussurra e compreende
que ardo em paixão de bruxa, no frio.
Invoco o nome que ao mundo não se rende,
meu canto penetra no abismo sombrio;
Seu toque é um tormento que não se entende,
uma delícia letal, no feitiço que eu crio.
No círculo arcano, minha alma se inflama
ao sentir o beijo que na treva me chama;
E eu queimo por ela: minha lua no céu.
E mesmo que doa, continuo querendo,
com minhas entranhas se aquecendo,
amando o perigo tenebroso do véu.

Venham, almas curiosas...
As portas do meu domínio estão entreabertas, e a névoa já conhece o caminho.
Entrem em minha página; lá onde as histórias sussurram, o medo respira e a escuridão é bela.
Assinem com sangue o convite da noite.