Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Caminho entre lápides, véus e neblina,

a lua, espectral, me fita, sombria;

o vento delira em canção assassina,

nas sombras que tremem em mórbida orgia.

 

Os mortos sussurram segredos sombrios,

as flores exalam seu fétido enredo;

no ar, ouço passos... distantes, vazios.

São filhos da terra, erguidos do medo.

 

Toco um túmulo e o frio me consome,

um vulto desperta e murmura meu nome;

seu toque é suave, mas fere, e me guia.

 

E eu rio, perdida, no abraço final,

pois só entre mortos encontro o real;

sou viva demais para a luz do dia.

 


 

Venham, almas curiosas...
As portas do meu domínio estão entreabertas, e a névoa já conhece o caminho.
Entrem em minha página; lá onde as histórias sussurram, o medo respira e a escuridão é bela.
Assinem com sangue o convite da noite.

aprendizdastrevas.com

 

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 11/11/2025
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