
A lua abre os olhos, e vê tudo vermelho,
Ruas em sangue tremem sob o riso oco.
No vidro da vitrine, surge o vulto no espelho,
Reflete a noite em chamas no olhar do louco.
É Halloween. As velas ardem, há desespero,
Mas as crianças riem, são anjos da ruína;
E nos becos, o aço canta, vil, sincero,
Um grito humano surge em prece repentina.
Ele coleciona olhos, como estrelas,
Guarda corações em caixas singelas,
Troféus da carne, pulsos do arrebol.
E quando o dia nasce, pálido e frio,
A cidade o chama: o filho sombrio
Que fez do medo o seu maior farol.
Da mesma autora:

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Ano: 2025
Tamanho: 916 KB
Formato: PDF
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