
Rufam tambores em noite profana,
Do pó se erguem corpos, frios e cruéis;
A lua, pálida, em glória tirana,
Beija os defuntos, reis entre os papéis.
Marcham em ordem: a terra é seu altar,
Os ossos rangem, cantando vingança;
E à frente deles, a Morte a comandar,
Com sua bandeira: símbolo e lança.
“AVANTE, SOMBRAS! ROMPEI O SILÊNCIO!”,
Grita o abismo, num eco imenso e denso;
O mundo estremece ao passo infernal.
Pois não há céu, nem cruz, nem oração,
Que freie o desfile da perdição.
A Morte sorri... no seu tétrico carnaval.
Da mesma autora:

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Ano: 2025
Tamanho: 916 KB
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