
Na tumba antiga, a lua se desvela,
E o vento geme em vozes de agonia.
O véu da névoa, pálida e tão fria,
Oculta o abismo onde a alma se flagela.
No chão sagrado, a tábua se revela,
Com letras mortas; pura necromancia.
Mãos trêmulas, um “sim” que se inicia,
E o medo suspira em chama tão singela.
“Quem fala aí?”, pergunto em tom de espanto,
Mas o ar responde em riso e pranto,
Com sua brisa gelada apagando a vela.
O “adeus” some; o espírito é audaz,
E ao abrir os olhos, vejo, em paz,
Meu nome escrito… no mármore da capela.
Da mesma autora:

O e-book “O Aprendiz das Trevas” já está no ar!
Ano: 2025
Tamanho: 916 KB
Formato: PDF
Leia agora. Download Gratuito!