
No breu da noite, eterno é teu chamado,
meu príncipe, meu abismo, minha fome;
na sombra te encontrei, fui condenada,
a carregar em mim teu doce nome.
Teu beijo é lâmina, e eu me entrego ao corte,
ardendo em dor, mas nunca tão completa;
em teus domínios, vida é quase morte,
e a morte, em teus braços, é promessa secreta.
Coroas de espinhos adornam meu querer,
tua presença é templo, altar e pecado,
onde me prostro, feliz em me perder.
E quando o mundo teme o teu semblante,
eu te escolho, senhor do eterno instante:
sou tua amante, e o nosso inferno é sagrado.
Da mesma autora:

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