Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Na noite fria, a lâmina reluz,

Um vulto me segue, faminto e voraz.

O sangue arde, meu corpo se seduz,

Na dança da morte, sou presa e sou paz.

 

Seus passos ecoam, tremor que me invade,

Um beijo de medo me beija a espinha.

No fio da faca há mórbida verdade:

Quem caça, se perde; quem foge, se alinha.

 

Sinto o calor do seu hálito insano,

A dor me encanta, é deleite profano,

Um vício que arde em carne febril.

 

Que me persiga, em garras de pecado!

E que me mate! Mas mate no fado:

De ser sua presa, prazer tão sutil...

 

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 02/10/2025
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