
Na encruzilhada, a lua se despiu,
Derramando pratas sobre o cemitério.
A mulher chamou; e o eco se ouviu,
Rasgando o silêncio em tom funéreo.
Das trevas surgiu, de olhar febril,
Um demônio de riso doce e sério:
“Entrega-me a alma, o preço sutil,
Terás poder, amor e mistério.”
Ela tremeu, mas seu peito clamava,
Pelas promessas de glória e paixão.
O fogo do pacto em sangue selava,
E o abismo brilhou na revelação:
“Tudo o que amas, a morte tomava,
Mas tua eternidade é minha prisão.”
Da mesma autora:

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