
Entre ciprestes, o vento declama,
um pacto de sangue, um amor profano;
Cael é a chama que nunca se apaga,
Isolda, a prisão de destino insano.
Um beijo envenena, corrói e domina,
correntes de treva se erguem no chão;
a carne estremece, a alma se inclina,
ao toque voraz da maldição.
E quem ousar folhear tais páginas frias,
sentirá nos ossos antigas magias:
a história é um túmulo que sabe chamar.
Não resistas, leitor, ao feitiço profundo,
este livro é um abismo, e dele o mundo
jamais conseguirá te arrancar.

Um beijo de sangue, promessa fatal,
um pacto de trevas, desejo imortal.
Quem ousa ler, jamais resistirá.
Cael é a chama que arde na noite,
Isolda é o véu, a lâmina e o açoite.
Amar é morrer... e ainda implorar.
Este livro é abismo que grita teu nome,
condena tua alma, devora, consome.
E agora... não podes escapar.
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