Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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No véu da noite, a rosa se desfaz,

o sangue dela escorre em pétalas feridas;

ela perfuma o ar com sonhos, e jaz,

guardando em si memórias já perdidas.

 

O espinho fere a carne e faz lembrar

que o belo sempre nasce condenado;

que a flor, ao se entregar, ao se ofertar,

traz no perfume um réquiem silenciado.

 

Oh rosa negra, símbolo da dor,

no teu silente e lúgubre esplendor

repousa o gozo e a chama do pecado.

 

E eu, colhendo em sombra o teu sofrer,

bebo teu pranto e volto a me perder

no jardim de um abismo eternizado.

 


 

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Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 28/09/2025
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