
Na noite profana ecoa o chamado,
um hino das trevas, cruel melodia,
erguendo-se lento em som macabro,
a carne estremece em mórbida agonia.
Dos túmulos frios, o coro é formado,
sussurros de ossos em negra harmonia,
invocam a sombra, o mal é selado,
em dança infernal da negra magia.
Eis olhos vazios que brilham na escuridão,
hipnóticos mares de abismo sem fim,
condenam a alma, arrastam-na ao chão.
Quem ousa fitá-los não volta a si,
pois mortos em coro (terrível canção)
consomem teu medo, e cantam por ti.