Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Na penumbra gentil, a noite nos abriga,

um véu de trevas cobre o nosso chão,

no compasso febril que o silêncio instiga,

bailamos na sombra em doce perdição.

 

O vinho tinto arde em nossas bocas,

rubra oferenda em cálice profano,

nossas almas, rendidas e tão loucas,

sussurram segredos num êxtase arcano.

 

A lua vigia em pálido lamento,

teus olhos cintilam como estrelas mortas,

teu toque é feitiço, meu doce tormento,

 

Na dança sombria, as trevas são nossas.

Amamos a noite, eterna, infinita,

somos um do outro; em sombra bendita.

 

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 12/09/2025
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