Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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“Atrás do muro, em fria solidão,

Vejo os viventes rindo em claridade,

Enquanto em mim só resta a saudade,

De um peito morto e sem pulsação.

 

No pó do túmulo, escuto a canção,

De vozes quentes, cheias de vaidade,

E a inveja cresce, virando maldade,

Na carne podre, explode a perdição.

 

As unhas rasgam pedra, em agonia,

O muro cai, a noite se estremece,

O grito surge, puro e vil mania.

 

Salto na rua, o sangue me aquece,

Primeira presa; a dor, a sinfonia,

E a vida alheia em minha boca perece!”

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 11/09/2025
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